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Setur recupera patrimônio histórico cearense

por Ascom última modificação 15/06/2010 13:22

Conjunto de obras de cerca de R$ 27 mi visa incentivar o turismo cultural no Estado

Setur recupera patrimônio histórico cearense

Seminário da Prainha

Restauração do Centro Histórico de Aquiraz, Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Seminário da Prainha, Palácio da Abolição e recuperação do Teatro Carlos Câmara, além do recém inaugurado Centro de Turismo (Emcetur). Estas são as principais ações do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria do Turismo (Setur) com o intuito de recuperar o patrimônio histórico e arquitetônico cearense e incentivar o turismo cultural.


Para o secretário do Turismo, Bismarck Maia, estas obras significam para o turismo “complementar a estratégia do governo de não apenas promover e capacitar, mas também olhar para as infraestruturas e edificações históricas”.


A história da primeira capital do Ceará, Aquiraz, foi resgatada com o restauro da Praça e Igreja Matriz, Casa do Capitão Mor e Mercado de Carne, onde foram investidos R$ 1.055.684,00. 


O Museu Sacro São José de Ribamar, instalado em um prédio   de 1742, onde já funcionou a Casa de Câmara e Cadeia Pública, deve somar-se ao conjunto, com obras orçadas em R$ 263.267,79 e previsão de conclusão em setembro próximo. Este equipamento, inaugurado em 1967, é o primeiro museu sacro do Ceará e sua recuperação visa valorizar a arquitetura, cujas linhas estão iguais a como era em 1877, quando ganhou o segundo pavimento para abrigar a Casa de Câmara.


Reinaugurado em março, a Emcetur recebeu melhorias nos blocos norte, central e sul; reforma das 105 lojas e instalação de novas estruturas elétricas, hidráulicas, de refrigeração, banheiros, restaurante, lanchonete e quiosques. Também foi instalado um elevador panorâmico, trocadas a pintura e o piso, agora de pedra colonial, instalados jardins e estacionamento para 42 carros. As obras custaram R$ 1.976.640,00.


A construção, concluída 1866 para abrigar a Cadeia Pública, funciona como ponto turístico e de venda de artesanato desde 1973, quando foi fundada a Empresa Cearense de Turismo – Emcetur. Desde então, o prédio não passou por reformas, mesmo após o tombamento como patrimônio histórico estadual em 1982.


A vizinhança do Centro de Turismo também vai receber outras intervenções, como a reforma do Teatro Carlos Câmara (no mesmo quarteirão do equipamento) e construção de estacionamento e jardins nos arredores para ônibus e turistas, em terreno em processo de desapropriação. Isto, além de dar mais comodidade aos visitantes e desafogar o trânsito local, vai favorecer a visibilidade para quem passa na avenida Leste Oeste e formar junto com a Estação João Felipe, Santa Casa e Passeio Público, o maior corredor arquitetônico e histórico preservado em Fortaleza.


O Teatro Carlos Câmara teve ordem de serviço assinada em março, onde devem ser investidos R$ 3,2 milhões. Desativado desde 1995, a capacidade deve saltar dos atuais 264 lugares para 372, graças à instalação de balcão e platéia mais íngreme, além da instalação de um salão de exposições e palco externo.


A Igreja e o Seminário da Prainha também têm obras de restauro na fase de conclusão. As fachadas, tombadas pelo Patrimônio Histórico Estadual há dois anos, possuem um conjunto de azulejos portugueses do século XIX. Para a preservação deste acervo e outras melhorias como na acessibilidade, foram investidos R$ 1.230.620,52.


Na reinauguração da Emcetur, o governador Cid Gomes afirmou que estuda uma série de intervenções no entorno do complexo, tais como: desapropriação do Teatro São José, restauro da praça Cristo Redentor e valorização do caminho entre o Dragão do Mar e o Mercado Central.
Outra construção histórica que está sendo restaurada pela primeira vez é o Palácio da Abolição, inaugurado em 1970 e tombado pelo Patrimônio Histórico estadual por ser exemplar típico do Movimento Moderno da arquitetura brasileira.


Cerca de metade das obras, orçadas em R$ 21 milhões e que empregam 142 trabalhadores, já estão prontas. A partir de Agosto, o Palácio o gabinete do Governador, além de auditório para 132 lugares com palco e plataforma elevatória, central de monitoramento do Palácio, sala de espera, galeria de arte, biblioteca e salão de eventos voltados para uso público e eventos culturais e turísticos.


Ao todo, são 7.641,71 metros quadrados do complexo, que vai receber melhorias nos espaços do palácio, do anexo, da passarela, da capela, do gás, do no-break e da subestação de energia. Além disso, o acesso ao Palácio se dará com a construção de duas portarias: uma na avenida Barão de Studart e outra na rua Silva Paulet. Também estão incluídos no projeto toda a área externa, que compreende jardins, muros, escadas, rampas e estacionamento, assim como um heliponto na cobertura.

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