Potencial turístico da próxima década em debate
Plano Aquarela vai estabelecer parâmetros e metas para o desenvolvimento da cadeia considerando Copa e Olimpíadas
Uma série de objetivos, estratégias e metodologias para desenvolver o turismo no Brasil e consolidá-lo para depois dos grandes eventos esportivos dos próximos anos vai ser apresentada na próxima terça-feira, 13, no auditório da Setur, às nove horas, pela diretora interina de Produtos e Destinos da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), Patrícia Fernandes. O evento será aberto pelo Secretário do Turismo do Estado, Bismarck Maia. Estarão presentes à apresentação os representantes de municípios turísticos, do Convention & Visitors Bureau e do Sebrae.
Trata-se do Plano Aquarela 2020, gestado pela Embratur em parceria com órgãos de turismo de todos os estados. Este projeto vai dar um norte para a qualificação, promoção internacional, definir os principais produtos de cada estado e seu nicho no mercado externo e buscar parcerias com o setor privado para os próximos 10 anos.
Foco nos grandes eventos esportivos O grande desafio desta etapa do Plano Aquarela é perenizar os benefícios advindos com a Copa de 2014 e as Olimpíadas 2016, quer seja na infra estrutura urbana, quer seja no incremento do fluxo turístico. A Embratur projeta que ao menos 500 mil estrangeiros visitem o país durante a Copa. Dois anos depois, somente a cidade do Rio de Janeiro, deve receber 380 mil turistas.
A última copa, realizada em Berlim, na Alemanha, teve um impacto de 9 bilhões de euros no PIB (Produto Interno Bruto). Os Jogos Olímpicos em Londres (2012), que antecedem aos do Rio (2016), devem gerar 2,1 bilhões de libras esterlinas para a Inglaterra.
Fluxo brasileiro não ultrapassa 0,6% do mundial Os dados mais recentes, referentes a 2008, apontam que o Brasil recebe anualmente 0,54% do fluxo turístico mundial. São 5 milhões de visitantes, que gastaram 5,8 bilhões de dólares.
Os números ainda são modestos diante da capacidade do País e do turismo no mundo: em 2008, 922 milhões de pessoas visitaram países diferentes do seu, gerando 1,1 trilhão de dólares e movimentando 30% de todas as importações e serviços mundiais.
Este filão da economia cresceu exponencialmente nas últimas décadas. Até os anos 1970, o número de pessoas que viajavam para fora do país de origem era 277 milhões. Duas décadas antes, 97% dos turistas limitavam-se a 15 países da América do Norte e Europa.
Assessoria de Comunicação
Secretaria do Turismo do Estado




