Grupos folclóricos

Grupos folclóricos na região do Cariri
As ruas do Crato são um grande palco a céu aberto. Nelas, grupos se
reúnem para apresentar o que há de mais tradicional na cultura da
região do Cariri, preservando músicas, danças e manifestações
artísticas que remontam aos primeiros habitantes, os índios Kariris bem
como aos outros povos que formaram a população local. São espetáculos
de emocionar qualquer expectador. Grupos de pífanos, bandas cabaçais,
violeiros, pastoris e mestres populares de cordel e xilogravuras são
exemplos dessas artes que ganham as ruas da cidade.
Poetas populares penduram suas obras em cordas colocadas nas ruas.
São os conhecidos cordéis, livretos repleto de rimas que são retratos
poéticos da sabedoria do povo. Outra manifestação artística é a
xilogravura, arte de gravar em madeira, impressa nas capas dos cordéis.
A musicalidade é outro potencial no Crato. O som cabaçal é uma mistura
dos ritmos africanos e das tradições indígenas. Um pífano, uma caixa de
guerra (instrumento de percussão) e um prato são os instrumentos
básicos dessa sonoridade. O ritmo é o baião, característico dos
pés-de-serra no Cariri.
A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto é considerada um dos grupos mais
tradicionais do Crato. Ela surgiu com o patriarca José Lourenço da
Silva, cujo apelido era Aniceto. Os filhos de Lourenço herdaram o nome
e prosseguem com as apresentações iniciadas pelo pai. Recentemente, o
grupo foi contemplado com o título de Mestres da Cultura Tradicional
Popular, através do qual o governo oferece auxílio financeiro mensal e
vitalício no valor de um salário mínimo. Junto ao som cabaçal, está o
Manera Pau, uma dança que consiste na batida de pedaços de madeira e ao
som do coro dos dançarinos, formando um ritmo peculiar.




